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O que entrou no GovDoqui

O produto anda depressa. Aqui fica o que ele passou a fazer, contado pelo que muda no expediente de quem usa — e não pelo número da versão.

  1. Setembro de 2026

    Cada assunto com o seu formulário

    O pedido chega completo, ou não chega. Quem entende do assunto monta o formulário dele — sem abrir chamado para a TI.

    Metade do tempo de um processo costuma ser gasto pedindo o que faltou. Agora cada assunto tem o seu próprio formulário, montado por quem conhece o serviço, e o sistema não aceita o envio enquanto o essencial estiver em branco.

    • Dezenove tipos de pergunta, de CPF com dígito conferido a grade de avaliação, escala de 0 a 10 e anexo com formato e tamanho impostos.
    • Pergunta que só aparece quando cabe. “Há fiação elétrica perto?” não se mostra a quem pediu poda de grama.
    • Documento exigido no ato. Se aquele serviço precisa de matrícula do imóvel, o pedido não sai sem ela — e no formato aceito.
    • A resposta vira número. Contagem, média e termos mais frequentes saem prontos para o relatório. CPF, e-mail e telefone ficam fora dos gráficos, por serem dado pessoal.

    A resposta do cidadão não fica numa caixa à parte: ela vira documento e tramita como qualquer outro, com número, prazo e histórico.

  2. Setembro de 2026

    O rito do processo, desenhado em raias

    Uma faixa por setor, como em qualquer diagrama de processo. O desenho mostra o caminho e registra o desvio — sem trancar ninguém.

    Saber em que setor o documento está resolve metade do problema. A outra metade é saber em que etapa do rito ele se encontra, há quanto tempo, quem responde por ela e para onde o caminho segue.

    • Uma faixa por setor. Quem olha entende, sem ler uma palavra, que a triagem é da Saúde e o parecer é da Procuradoria. A faixa se monta sozinha a partir do setor responsável pela etapa — não há um segundo cadastro para manter em dia.
    • Prazo por etapa, que reinicia a cada avanço. É o que mostra qual fase atrasa, e não apenas que o processo atrasou.
    • Mais de um desfecho. Nem todo rito termina de um jeito só: deferido, indeferido e arquivado por desistência são fins diferentes, e o desenho aceita todos.
    • Versão publicada é imutável. O processo aberto sob a primeira versão do fluxo termina nela. Mudar o rito no meio seria reescrever o edital com as propostas já entregues.

    E a decisão que nos define: o mapa não é uma cerca. O rito aconselha e registra o que fugiu dele; quem barra o ato continua sendo a permissão e a assinatura. Fluxo que tranca não produz conformidade — produz trabalho feito por fora e registro perdido.

  3. Setembro de 2026

    O assistente com rédea curta

    A permissão já dizia quem pode usar a IA. Faltava dizer quanto — e agora o teto se define por cargo, numa tela.

    Liberar um assistente de IA para uma prefeitura inteira sem controle de consumo é um salto no escuro: dez análises de processo ao mesmo tempo prendem a fila do município.

    A tela Assistente de IA reúne, num lugar só, o que antes ficava espalhado: as orientações do órgão, o botão de ligar e desligar, o teto do dia e — a novidade — um limite por cargo, em três réguas: perguntas por dia, volume de texto por dia e volume por resposta.

    O limite obedece a três andares, e o de baixo só aperta:

    1. A instalação declara o que a máquina suporta.
    2. O órgão aperta o total do dia.
    3. O cargo distribui o que sobrou — o gestor que lê processo inteiro ganha folga; o balcão, que só consulta andamento, recebe o bastante.

    Um administrador consegue redistribuir capacidade; não consegue criar capacidade que a instalação não autorizou. Campo em branco herda o teto de cima, que é o padrão — nada muda de comportamento sem alguém decidir que mude.

  4. Setembro de 2026

    Busca que entende o que você digitou

    A mesma caixa em toda tela com conteúdo, e o Ctrl+K de qualquer lugar. Escreva "parecer do jurídico atrasado" e ela entende as três coisas.

    Filtro em formulário de dez campos é o que faz o servidor desistir e ligar para o setor. A busca do GovDoqui lê a frase inteira e separa o que é tipo de documento, o que é setor, o que é período e o que é situação.

    • Uma só caixa, igual em todas as telas que listam conteúdo — documentos, assuntos, caixa do setor, respostas de formulário.
    • Ctrl + K de qualquer lugar, sem tirar a mão do teclado.
    • O que foi buscado fica no endereço. Dá para mandar o link pronto a um colega, ou salvar nos favoritos a consulta que se faz toda segunda-feira.
    • Sem acento e sem caixa alta atrapalharem: quem digita “sao goncalo” acha “São Gonçalo”.

    Quando o órgão tem o acervo indexado, a mesma caixa procura dentro dos documentos, inclusive no texto dos PDFs digitalizados.

  5. Setembro de 2026

    A caixa do setor, do jeito que o setor trabalha

    Pedir a outro setor sem perder a mão do processo, e ver de relance o que saiu daqui e o que ainda não voltou.

    Quem senta no balcão e quem despacha não trabalham da mesma forma, e a caixa do setor passou a refletir isso.

    • Pedir a outro setor sem abrir mão do processo. O documento vai buscar uma informação e volta; a responsabilidade não muda de dono no caminho.
    • Caixa de saída que mostra só o que este setor enviou — e não tudo que passou por perto. É a resposta para “o que estou esperando de volta?”.
    • Análise das respostas dentro da própria caixa. O gráfico do formulário fica ao lado dos documentos, não numa tela à parte que ninguém lembra de abrir.
    • Assuntos vira um lugar onde se acha o assunto, com busca, e não uma lista para rolar até encontrar.

    No celular, as telas internas pararam de rolar de lado, a paginação deixou de ser encoberta pela listagem, e a matriz de permissões passou a ser marcável com o dedo.